Fundação do Câncer registra recorde de inscrições para o Prêmio Marcos Moraes 2026. Há concorrentes de todas as regiões do país

30 de julho de 2026

A 6ª edição do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer alcançou um novo recorde de participação. Em relação à edição anterior, houve um crescimento de cerca de 36%. Promovida pela Fundação do Câncer, a premiação consolida sua relevância como uma das principais iniciativas de reconhecimento a projetos inovadores voltados ao controle do câncer no país. Este ano, amplia seu alcance com a criação da categoria Imprensa e Comunicação em Câncer, voltada à valorização do jornalismo e da divulgação científica na área em comemoração aos 35 anos da instituição.

“Quando analisamos a trajetória do Prêmio Marcos Moraes desde 2021, percebemos que o crescimento vai além do número de inscrições. Estamos acompanhando a formação de uma rede cada vez mais ampla de pesquisadores, profissionais de saúde, e agora, também de jornalistas comprometidos em fortalecer o controle do câncer no Brasil”, afirma o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni.

As inscrições contemplam quatro categorias: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer, Cuidados Paliativos, Iniciativas Científicas para o Controle do Câncer, e a nova categoria Imprensa e Comunicação em Câncer, que estreou com número expressivo de inscritos. As submissões vieram de diferentes estados brasileiros, com destaque para Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal, evidenciando a abrangência nacional da premiação.

Segundo o consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador da premiação, Alfredo Scaff, o crescimento da participação e a diversidade dos trabalhos reforçam o papel do prêmio na identificação de iniciativas capazes de transformar a realidade da Oncologia brasileira. “Cada edição funciona como um retrato do que está mobilizando o país no enfrentamento ao câncer. Ao incorporar a categoria de Imprensa e Comunicação, passamos a enxergar também como o conhecimento científico está sendo traduzido para a sociedade. Isso amplia o alcance da premiação e reconhece que uma comunicação responsável também contribui para a prevenção, o diagnóstico precoce e a adoção de políticas públicas”, afirma.

Entre as instituições representadas nos trabalhos inscritos estão centros de referência e organizações de destaque, como INCA (RJ), Fiocruz (RJ), Universidade de São Paulo (SP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ), Hospital do Amor, antigo Hospital de Câncer de Barretos (SP), Hospital Erasto Gaertner (PR), Instituto do Câncer Infantil (RS), Liga Norteriograndense Contra o Câncer (RN), Universidade Federal do Ceará (CE), Associação Matogrossense de Combate ao Câncer (MT) e Instituto Leônidas e Maria Deane/Fiocruz Amazônia (AM), refletindo a diversidade dos participantes desta edição.

Os trabalhos estão em fase de avaliação por uma comissão formada por especialistas em Oncologia, Pesquisa, Saúde Pública e Jornalismo. Os vencedores serão anunciados em cerimônia de premiação, marcada para setembro, na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão troféu, certificado e prêmio de R$ 10 mil.